26.3.07

Diazinho de lascar, mas com coisa boa também.


A segunda-feira foi de lascar! Ainda não me recuperei da falta de sono de sexta para sábado, e passei quase todo o expediente dormindo!

Pelo menos, isso compensou um pouco, e consegui assistir as aulas na faculdade sem pregar os olhos (ei, isso é um grande feito pra quem dormia em TODAS as aulas até dois semestres atrás!).

Meu amigo Kauê chegou da China, mas não nos vimos hoje. Pena.

Encontrei o Henrique na faculdade, e perguntei se ele não gostaria de dar uma olhada num texto que produzi e que talvez tivesse potencial pra ser musicado. Ele topou. Na verdade, o tal texto é o último post aqui embaixo, sobre as tais "paredes nuas". Já pensou se o negócio vingar?

E, à noite, acabei percebendo que o tempo passa muito mais rápido quando estou em casa me divertindo do que quando estou no trabalho atendendo os clientes. É a "lei da relatividade" ferrando com meu descanso...

Fazer o quê, né?

25.3.07

Pode não parecer, mas a autoria é minha!

Hoje eu cheguei em casa
e você não estava lá
Encontrei apenas paredes nuas
Suas

Tão suas

Mas que denunciavam o vazio
que era tão meu
(Eu)

É o mesmo que estar sem alguém em meio à multidão
Caminhar pela calçada da vida
Cuidar de cada ferida
Celebrar cada alegria (alegria?)
As coisas pequenas do dia a dia
Tendo apenas a mim

Eu e eu mesmo

"O casamento perfeito", diriam alguns
Será?

A certa altura, não dá mais pra se importar

Então, resta apenas chegar em casa e encontrar paredes nuas
Nuas
Suas
Sempre e sempre tão suas...

24.3.07

Melancia e a descoberta do preço da felicidade...


Acabei de comer metade de uma melancia! E o mais incrível de tudo é que com isso descobri algo de que já tinha ouvido falar havia tempo, mas que agora experimentei: que a verdadeira felicidade consiste nas coisas pequenas! Parece estranho ou até mesmo clichê, mas logo vai fazer sentido.

Quem me conhece bem, sabe de algumas posturas referentes à vida que me são muito peculiares. Poderia citar exemplos, mas não acho que seja a hora apropriada, ou então iremos viajar por um looooongo tempo aqui e não chegaremos a lugar nenhum. Então, de volta à realidade e à melancia!

Eu dizia que descobri algo interessante ao comer melancia hoje. Aconteceu na casa do meu afilhado Flávio, cuja família costumo visitar toda sexta. Cheguei lá e, como de costume, fiquei no quarto do computador conversando com ele à medida que o pessoal da casa ia chegando. Às vezes, quando estou meio chateado, dou uma passada lá, porque ali ninguém me enche o saco nem cobra coisa alguma, então é perfeito pra aliviar a mente, além do fato de eu estar com um pessoal de quem gosto muito.

O lance da melancia não foi nada demais, foi apenas algo trivial, quase bobo. Eu havia acabado de ensinar o Daniel , irmão do meu afilhado, a fritar ovos pra gente comer com pão (fala sério, vai dizer que nunca fez isso?), e estávamos à mesa comendo e olhando aquela metade de melancia que deixamos ali para depois. Foi tão natural, terminar o lanche e comer a “sobremesa”.

Só que eu adoro melancia… aliás, “adoro” não, ADORO com letra maiúscula mesmo!!

Eu já estava feliz só pelo fato de estar ali, descansando, fazendo algo de útil (claro, um dia o Daniel pode precisar fritar um ovo sozinho, então já vai saber como!) e numa boa, e ainda me aparece aquela suculenta e doce melancia à minha espera... eu não podia querer mais! Começamos a comer a tal melancia, Daniel e eu. Logo o Flávio sentou-se à mesa pra jantar. Detalhe: eram quase 11 da noite! E à medida que comíamos e conversávamos, vi a melancia diminuir, diminuir, diminuir… e tudo apontava para o seu completo desaparecimento se algo não mudasse naquela situação. Mas ainda bem que nada mudou!

Em determinado momento, fiz um comentário com meu afilhado: “É, aqui estou eu, Leonardo, a visita que nunca vai embora, quase às 11 horas da noite, detonando a melancia de vocês.” E acrescentei: “Bom, amanhã eu trago outra aí pra gente”. Imediatamente, minha mente formulou uma cena: eu entrava na rua com uma melancia debaixo do braço, quando algum vizinho dali me perguntava “Ei, aonde vai com essa melancia?”, ao que eu respondia “Vou levar pro povo daquela casa ali, porque ontem à noite eu detonei a melancia deles!”. Ao imaginar isso, tive um acesso de risos como há muito não tinha, e comecei a tentar falar sobre esse pensamento para os meninos, mas as risadas não deixavam e eu começava a babar melancia! A piada (será que podemos chamar assim?) nem teve tanta graça, mas eles começaram a rir da minha risada. Isso alimentou ainda mais a graça que só eu via na história, e acabou durando uns bons minutos.

Como eu disse antes foi algo trivial, quase bobo. Isso se olharmos apenas com o olhar exterior.

Às vezes, o Daniel me pergunta por que fico rindo à toa. É algo que faço espontaneamente, quando estou numa situação descontraída, não importa em que ambiente seja. Neste caso, ao rir tanto, lembrei que não interessava quanta coisa difícil eu poderia estar passando ou quanta coisa boa eu poderia estar conquistando, seja no âmbito universitário ou profissional... o que importava eram estes momentos de riso solto.

Não falo necessariamente de rir a ponto de babar melancia, mas simplesmente de rir espontaneamente, ou apenas sentir a alegria interior pulsar a ponto de transbordar pelos olhos e poros, indiferente a todos os percalços da vida.

Imediatamente, lembrei das pessoas que passam a vida inteira atrás da felicidade, e frustram-se ao fim de tudo por não encontrá-la. E me veio, de algum recesso escondido de memória, uma história que conheci ainda na infância, sobre alguns mortos que conversavam a respeito da vida que tinha levado na Terra. Um deles, muito tolo, perguntava aos demais: “Vocês encontraram a felicidade que eu procurei, sem êxito, por toda a minha vida?”. Um dos outros fantasmas, sabiamente, respondia em nome de todos: “A felicidade, felicidade mesmo, não. Nós tivemos momentos felizes, e isso foi o que mais importou”.

Momentos como o de comer uma melancia e rir a ponto de babar. Como conversar com novos amigos na sacada de um apartamento, degustando um bom vinho e contemplando o céu. Como despedir-se de um amigo que parte para o exterior sem ter nada de que se arrepender depois de uma amizade de anos. Como tentar fazer a diferença pra melhor de um modo, e ver que tudo deu certo de outro modo totalmente diverso, mas em razão do mesmo esforço originário. Como descobrir em alguém que mal se cumprimenta no dia a dia um amigo verdadeiro com muitas afinidades. Como aproveitar uma pequena pausa do expediente pra almoçar com alguém que não se vê há muito tempo. Como estar ao lado de quem se ama pra fazer de tudo, ou simplesmente não fazer nada.

É nisso que consiste a felicidade neste mundo: não em um eterno e ininterrupto bem estar, mas sim em ter momentos felizes tão significativos que acabam por tornar-se o cimento de nossas vidas. Muitos falam em construir bases sólidas pra viver, e não estão errados, mas por vezes esquecem-se do que sustenta o restante da estrutura. Que cuidemos pra que isso não nos aconteça, e que ao fim de tudo possamos fazer eco ao que os mortos sábios disseram ao tolo: “Nós tivemos momentos felizes, e isso foi o que mais importou.”

23.3.07

Manifesto (se é que se pode chamar assim...)


Decidi criar este blog a fim de partilhar, de maneira mais acessível e ampla, aquilo que vai dentro da minha cabeça com o resto do mundo. No fim das contas, é pra isso que serve um blog, oras!

Acontece que "o resto do mundo" inclui um monte de gente, é óbvio! Mas devo lembrar que, pra mim, o que mais interessa é que as pessoas mais próximas leiam e comentem, porque entenderão melhor seu conteúdo. Ou não. Porque esta é outra função de um blog: divulgar idéias, pensamentos e reflexões, novos ou não, com sentido ou não, ponderados ou não... e algumas vezes até mesmo responsáveis ou não!

Quero que aqui seja um lugar onde minha palavra corra solta, onde venha ler quem tiver prazer em saber o que se passa nessa fábrica de idéias, aspirações e sonhos que é minha alma! Poderia até dizer "minha cabeça" de novo, mas pensando bem acho que é na alma, naquilo que temos de mais eterno e duradouro, que nascem as idéias que são o movente de nossa existência.

E ler o que está aqui não quer dizer concordar com tudo o que digo, longe de mim!! Se você pensa como eu, seja bem-vindo. Se não, seja bem-vindo do mesmo jeito!

Leia, elabore, reelabore, comente e discuta. Troque idéias. TROQUEMOS idéias. Afinal, certa vez, alguém disse que viemos e partimos do mundo sozinhos, mas o que passamos entre o começo e o fim, o tempo que convivemos, partilhamos e aprendemos, JUNTOS, é tudo que faz nossa vida valer a pena.